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| Poema
Noturno Sem Título Uma noite fria e escura Pela janela, luzes de um mundo lá fora brigam com a penumbra E não terás medo A qualquer momento, uma voz tenebrosa e longe nos confins da imaginação sacode o aconchego E não terás medo No quarto ao lado dorme alguém que te ama Haverá sempre um espaço na cama Onde não terás frio, coberto de amor Estarás morno e calmo como o vapor As sirenes tocam, estrondos sufocam Pneus estridentes dilaceram o asfalto E não terás medo Porque tudo estará distante como a inocência Um dia, porém, terás medo E o mundo outrora longe será tua casa Onde buscarás vitaminas, amor e até outra cama Se conseguires alguém que te ama Acordarás no meio da noite porque alguém te chama Vida
do Artista |
Soneto do "Eu te Amo" Digo-lhe em poucas palavras singelas Ao pé da sua orelha furada e doce Que te adoro. As minhas frases, delas Não digo quanto amor ela me trouxe "Eu te amo" é muito incapaz. Para que Um apaixonado declarado caia No recitar de um velho clichê O afeto ajuda uma poesia precária Para que eu lhe ofereça muito mais Mostrando um coração em harmonia Não lhe basta palavras banais Agora que entendi o que eu não via Canto e recito em trocas labiais Para que tu entenda e sorria Versus Não sei se canto, grito, choro, creio Ou pensar onde ficar é mais válido No meu abrigo onde continuo impávido Ou peitar as frustrações que receio Sobre o chão brilhante, pessoas formosas Limpam meus olhos sujos de tristeza Como a vida é de tamanha beleza E ao mesmo tempo tão desastrosa? Sob o céu reluzente, sinto veemente Um mundo lindo de onde vem a graça Respiro o ar da vida, um presente O pranto é um mal de nossa raça Esquecerei o que logrei brevemente Sentindo o ímpeto de nossa desgraça |
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Breve - Mais Adriano Parahyba na Interpoetica !