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| Ode Eu vi um homem?... ou me ilude a mente! Que horror que eu sito!... Homem! não, não eras, Tranqüilo fraticida. Como pudeste, ó monstro, Áridos olhos atentar na vítima Desfalecida, enxague? Como pudeste impávido roubar-lhe Miseranda existência co'os redobres De angústias repetidas, Sem o brado ouvires, Que dentro d'alma rompe, e clama: "É homem, E homem desgraçado?!" Como pudeste sem arrepiar-te As carnes frio horror? SEm ver diante Squálido fantasma Habitador dos túmulos, Co'a mirrada mão prender-te os braços, "É teu irmão!" - clamar-te? Qu'é desse coração, que o ser te alenta? Inda palpita? Não. Quente de crimes O sangue infeccionado Dispara só arrancos. E cada arranco ordena um atentado. Deixaste de ser homem! És aborto do inferno, ente perverso, Nasceste apenas para ser vergonha, Opróbrio da existência. É mais que tu ditoso Aquele que arrojaste à sepultura Que tuas mãos cavaram. Esse ostentou furores desastrosos: Mas não mostrou à face do Universo, Que surdo à natureza, Já saciado tigre, Em paz - co'as garras meneava a morte Para extinguir humanos! |
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