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| Floresta morta Por que, à luz de um sol de primavera, Uma floresta morta? Um passarinho Cruzou, fugindo-a, o seio que lhe dera Abrigo e pouso e que lhe guarda o ninho. Nem vale, agora, a mesma vida, que era Como a doçura quente de um carinho, E onde flores abriram, vai a fera - vidrado o olhar - lá vai pelo caminho. Ah! quanto dói o vê-la, aqui, Setembro, Inda banhada pela mesma vida! Floresta morta a mesma cousa lembro; Sob o outro céu assim, que pouca importa, Abrigo a fera, mas, da ave fugida, Há no meu peito uma floresta morta. |
O muro Movendo os pés doirados, lentamente, Horas brancas lá vão, de amor e rosas As impalpáveis formas, no ar, cheirosas... Sombras, sombras que são da alma doente! E eu, magro, espio... e um muro, magro, em frente, Abrindo à tarde as órbitas musgosas - Vazias? Menos do que misteriosas - Pestaneja, estremece... O muro sente! E que cheiro que sai dos nervos dele, Embora o caio roído, cor de brasa, e lhe doa talvez aquela pele! Mas um prazer ao sofrimento casa... Pois o ramo em que o vento à dor lhe impele É onda a volúpia está de uma asa e outra asa... |
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