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| Retrato da mulata Crespa madeixa Partida em duas, As fontes tuas Cercando assim, Parece largo Diadema airoso De mui lustroso Preto cetim. Que bem te assentam Faces vermelhas E sobrancelhas Cor de carvão! Jabuticabas Frescas, brilhantes, Como diamantes Teus olhos são. se a mim os volves Amortecidos, E derretidos Em doce amor, As negras franjas A custo abrindo, E despergindo Terno langor! Ah! que então sinto Um tão amável, Tão inefável, Vivo prazer, Que extasiado No gozo ativo Se morro ou vivo Não sei dizer. Em tuas faces Brilha serena A cor morena Do buriti: Teus lábios vertem Rosca frescura, Cheiro e doçura Do jataí. E quando os abre Do rir e ensejo, Perolas vejo Entre corais: Como são belos Assim molhado! De amor gerados Me arrancam ais. |
Cont.
Para roubar-me A tua airosa
Piparotes na estátua eqüestre de Pedro I |